
Palácio Presidencial - Desastre no Haiti
Quase um milhar de catástrofes fizeram de 2010 o segundo ano com maior número de desastres naturais desde 1980, segundo uma avaliação da companhia de resseguros Munich Re, divulgada hoje.
De acordo com a Munich Re, houve 950 desastres no ano passado, contra uma média anual de 785 para os últimos dez anos e 615 para as últimas duas décadas.
No total, morreram cerca de 295.000 pessoas, a maioria no sismo que abalou o Haiti a 12 de Janeiro (222.570 mortes). O ano foi marcado por outros grandes terramotos. Na China, 2700 pessoas morreram num sismo a 13 de Abril. Antes, a 27 de Fevereiro, a terra tremera no Chile, com mais força do que no Haiti, mas com um saldo muito menor de mortos (520). Os danos económicos, porém, foram avultados – cerca de 30 mil milhões de dólares (22 mil milhões de euros), segundo a Munich Re.
Um elevado número de desastres meteorológicos também se destaca no balanço das catástrofes naturais. Cerca de 56.000 pessoas morreram na onda de calor que varreu a Rússia entre Julho e Setembro. Na mesma altura, fortes cheias vitimaram 1760 pessoas no Paquistão.
Com menos vítimas fatais, mas com elevados danos materiais, outros eventos meteorológicos marcaram o ano, como a tempestade Xynthia, na Europa, em Fevereiro, e fortes chuvas e tornados nos Estados Unidos, na Primavera e no Outono. Houve 19 furacões no Atlântico Norte, mas a maioria fez a maior parte do seu trajecto sobre o oceano, restringindo os danos.
As enxurradas de Fevereiro na Madeira, que fizeram 42 mortos, não figuram na avaliação da Munich Re.
O balanço feito anualmente pela empresa é uma dentre outras fontes internacionais sobre desastres naturais. Com base em metodologias diferentes, uma base de dados mantida pela Universidade de Lovaina, Bélgica, sugere que o número de catástofes naturais atingiu um pico em 2000 e tem mantido uma tendência de descréscimo desde então. Esta base de dados considera apenas desastres que ou envolvam mais de 10 mortos, ou afectem mais de 100 pessoas, ou impliquem na declaração do estado de emergência ou um pedido de auxílio internacional. Acidentes menores, mas com impacto material assinalável, considerados pela Munich Re, não entram nessa contabilidade.
Fonte Jornal Público
Fonte imagem por © Roger Hilaire
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