Braga: Braval protagoniza revolução ambiental no distrito




O ano de 2011 — em que a Braval comemora 15 anos de actividade — promete ficar marcado por uma verdadeira revolução ambiental, a Norte do rio do Douro. O protagonista desta mudança no paradigma de como são tratados os lixos que produzimos é a tão aguardada Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico de Resíduos Sólidos Urbanos, que estará pronta em Outubro.


A adjudicação desta Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico foi “a grande notícia” que a Braval recebeu no final de 2010.

Trata-se de um investimento de 8,9 milhões de euros, suportado por fundos comunitários, que pode ser considerado um investimento regional. É que este centro de valorização de resíduos orgânicos ficará no ecoparque da Serra do Carvalho, mas, quando estiver completo, prevê que sejam incluídos também os resíduos orgânicos selectivos da Resulima e da Valorminho.
“Será uma revolução ambiental a Norte do Douro”, referiu o director executivo da Braval.

Para se perceber a dimensão das vantagens deste novo investimento, Pedro Machado lembra que esta unidade tem capacidade para receber e triar 50 mil toneladas anuais de resíduos sólidos urbanos, resíduos que até então são depositados em aterro.
Na prática, cerca de 70% do lixo deixará de ser colocado no aterro e para para esta unidade de reciclagem. Ou seja, o aterro sanitário será a solução de último recurso.

Outras valências do projecto

Este investimento conta ainda com uma unidade de digestão anaeróbia com capacidade para valorização biológica de 10 mil toneladas anuais de resíduos urbanos biodegradáveis separados na Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico.

O projecto contempla também uma unidade de compostagem de resíduos, com capacidade para tratamento de 10 mil toneladas anuais de resíduos verdes e castanhos; e de uma unidade de valorização energética do biogás proveniente da unidade de digestão anaeróbia.
Ao ‘CM’, Pedro Machado referiu que actualmente a Braval está a produzir 1,46 kw de energia por hora, a partir do biogás produzido em aterro sanitário.

Setenta mil litros de óleos recolhidos

Em 2010 a Braval recolheu mais de 70 mil litros de óleos alimentares usados, um número que supera (e muito) o desempenho dos anos anteriores.
“Nos últimos dois anos tínhamos recolhido 20 mil litros de óleos alimentares usados. Em 2010 contabilizamos mais de 780 mil litros”, revelou Pedro Machado, director executivo da Braval, ao jornal ‘Correio do Minho’.

O objectivo da Braval é atingir a recolha de um milhão e 700 mil litros de óleos alimentares por ano. “Estamos a falar de óleos que quando não são recolhidos devidamente contaminam o saneamento público”, alerta Pedro Machado. A Braval foi pioneira na recolha e reciclagem de óleos alimentares usados para transformação em biodiesel e posterior utilização em viaturas municipais.

“Licenciamento de Ecocentro industrial foi uma vitória”

O ano de 2010 terminou com mais uma excelente notícia para a Braval, que foi o licenciamento do ecocentro industrial que agora tem autorização para recolher resíduos industriais não perigosos provenientes das empresas localizadas nos municípios da área de influência da Braval: Braga, Amares, Terras de Bouro, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho.

Neste processo, Pedro Machado realça a visão e a ajuda preciosa da CCDRN, nomeadamente de Carlos Lage, Paula Pinto, Victor Monteiro e Paulo Gomes. O director executivo da Braval deixa claro que a recolha de resíduos industriais é encarada pela Braval “não como um negócio, mas sim como um meio para ajudar os nossos empresários e industriais”.

Fonte Correio do Minho por Marlene Cerqueira

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