Vila Verde: Nem os saldos são atrativos… em tempos difíceis (via Terras do Homem)



Os habitantes do Vale do Homem estão com “receio” e com “pouca confiança” para realizarem compras de vestuário, acessórios de moda, calçado ou decoração. A ideia é defendida por Rui Marques, da Unidade de Acompanhamento e Coordenação Alto Cávado, e resulta da avaliação feita à Feira dos Saldos e do Emigrante, promovida, no passado fim de semana, nas antigas instalações da Adega Cooperativa de Vila Verde.

Tratou-se, no fundo, de uma “espécie de Feira dos Stocks antecipada”, que procurava marcar a “abertura do período de saldos” na região. Contudo, a adesão esteve “muito abaixo daquilo que seria de esperar”. Ao todo, terão passado pela Festa dos Saldos perto de 6000 visitantes. “Contávamos com maior adesão. O bom tempo que se fez sentir terá levado as pessoas para a praia. Além disso, as pessoas estão muito retraídas devido a uma crise que é real e que lhe causa algum receio e quebra de confiança”, admitiu Rui Marques.

A iniciativa, promovida conjuntamente pela UAC Alto Cávado, Câmara Municipal de Vila Verde e Associação Comercial de Braga, visava fomentar a “venda de produtos de grande qualidade a preços vantajosos para o cliente”, gerando assim “liquidez de tesouraria nas empresas” ali representadas. Por isso, foram oferecidos brindes a cada visitante que fizesse compras na ‘Festa dos Saldos’. De acordo com os responsáveis da UAC, um indicador “interessante” aponta para o facto de “uma em cada duas pessoas ter feito compras” na visita ao espaço, o que poderá resultar diretamente da oferta de brindes.


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