“Portugal dispõe de mais de 10 milhões de euros por dia para ajudar na inclusão social”.
A ideia foi transmitida pelo eurodeputado José Manuel Fernandes no I Congresso Social do Ave, que ontem terminou em Fafe. José Manuel Fernandes, que foi um dos oradores do debate sobre ‘Horizonte: 2020 - As Políticas Sociais e o Desenvolvimento Territorial’, considerou que o combate à pobreza é um dos maiores desafios que se coloca a Portugal nos próximos anos.
A ideia foi transmitida pelo eurodeputado José Manuel Fernandes no I Congresso Social do Ave, que ontem terminou em Fafe. José Manuel Fernandes, que foi um dos oradores do debate sobre ‘Horizonte: 2020 - As Políticas Sociais e o Desenvolvimento Territorial’, considerou que o combate à pobreza é um dos maiores desafios que se coloca a Portugal nos próximos anos.
“Um dos desafios para os próximos anos é retirar cerca de 200 mil pessoas da pobreza. A região Norte é a 39.ª região mais pobre da Europa.” Como solução para o problema, o eurodeputado a pontouo o caminho da “coesão territorial. Vamos ter recursos para a pobreza e para a inclusão”.
Um objectivo que só surtirá efeito, segundo José Manuel Fernandes, se se definir o que é que atrai mais os investidores para o nosso país e para a região Norte.
“É importante ter estratégias regionais integradas. Temos que envolver os vários actores em conjunto: autarquias, administração central e os vários parceiros sociais”, alegou o eurodeputado acrescentando que “temos recursos, assim haja vontade. A coesão social é importante. Usemos bem os recursos disponíveis.
Estes fundos têm de ser utilizados para promover o emprego.”
Questionado sobre se é possivel aliar a inclusão social à contenção económica, o eurodeputado português considerou que “não há inclusão sem rigor orçamental” e que isso é fundamental para a imagem do país junto dos credores internacionais: “o país está a fazer tudo e está a cumprir com os acordos que assumiu.
Isso dá uma imagem de credibilidade. Se somos bons lá fora, temos de ser bons aqui”.
O problema, diz o deputado ao Parlamento Europeu, é que “não sabemos vender bem o que temos.
Não podemos, por exemplo, um país onde se demora muito tempo para licenciar uma empresa. Temos, também, de apostar na criação de novos postos de trabalho”.
O deputado europeu lembrou, ainda, que além dos desafios regionais e nacionais, há outros que estão a preocupar a comunidade internacional, como a globalização, as alterações climáticas, a demografia e o envelhecimento da população.
A resposta passa pelo aumento dos salários e pelo crescimento sustentável “Não é com mão-de-obra barata que vencemos estes desafios.
Temos de apostar na inovação e num crescimento sustentável que combata as alterações climáticas e aposte no emprego”, defendeu José Manuel Fernandes.
No mesmo painel participaram também a vereadora da Acção Social da Câmara Municipal de Lousada, Cristina Moreira, que abordou o papel das instituições de solidariedade social na economia social, e José Maria Azevedo, da Comissão de Coordenação da Região Norte, que destacou a importância da formação e da educação na irradicação da pobreza.

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