Com o propósito de comemorar o Dia Mundial da Arquitectura, a Uchi abriu portas a um conjunto de crianças e seniores, juntando assim, num mesmo espaço, diferentes públicos, através da realização de diferentes actividades ligadas ao universo das artes.
O projecto Uchi nasceu há um ano, e “há cerca de seis meses formalizamos uma empresa”, contou Eurico Silva, mentor do projecto e sócio-gerente da Uchi. Apresentados como versáteis, personalizáveis, portáteis e ecológicos, os módulos Uchi nasceram a partir do conceito de Casa Caracol, e podem ser vistos como “concorrentes aos bangalôs, a casas de madeira, ou a uma habitação pontual”, explica.
No Instituto Empresarial do Minho (IEMinho), em Soutelo, Vila Verde, encontramos um protótipo da Uchi. “Em japonês uchi significa lar confortável, mas eu costumo dizer que uma Uchi é muito mais do que um lar. Além de uma excelente casa, a Uchi pode ser um gabinete, um stand de vendas, um posto de turismo, pode ser uma residência sénior ou universitária, uma casa de turismo rural, pode ser tudo aquilo que o cliente desejar”, assegura Eurico Silva.
O ponto de partida são os 20 m2, que correspondem a uma tipologia T0, “mas que está projectada para crescer consoante a necessidade do cliente”. Existem também os T1 com 30 m2, os T2 com 40 m2 e ainda umas tipologias com 10 m2 “que podem ser utilizadas como ponto comercial, posto de turismo, biblioteca, o que o cliente entender”, acrescentou.
Note-se que a Uchi pode ser ligada à rede eléctrica, de águas, e saneamento público, assim como pode ser auto-suficiente com a aplicação de painéis solares, contentores de água, aparelhos de reaproveitamento das águas e saneamento portátil.
No dia de ontem diversas crianças e idosos tiveram a oportunidade de conhecer de perto este projecto, e de participar em actividades ligadas à agricultura, artesanato, desenho e fotografia. O objectivo, explica Eurico Silva, é mostrar que a Uchi “pode-se adaptar à realidade em questão. Assim, convidamos diferentes públicos a participar em diferentes actividades, o único ponto comum é o local onde se realiza a actividade: a Uchi”.
“A ideia foi simplificar este projecto, contar algumas curiosidades e desvendar alguns segredos e pormenores que não mostro a toda a gente”, confessou Eurico Silva. Ao mesmo tempo, “esta surgiu também como uma oportunidade para dar a conhecer um projecto de vida, que potencia um conceito de vida ecológica”, contou.
Entre os participantes nestas actividades estiveram as crianças inseridas no projecto ‘Giro’ (Gentes, Identidades, Respostas e Opções) que luta contra a exclusão sociais, e alguns utentes do Centro Social e Paroquial de Santa Eulália de Crespos. Estes últimos participaram no atelier de artesanato e aprenderam passo a passo a técnica de bordar à mão. Segundo Cidália Cunha, directora técnica do Centro Social e Paroquial de Santa Eulália de Crespos, “todos se mostraram muito entusiasmados com a visita e perceberam que a Uchi é uma casa que dá para todo o tipo de pessoas e gerações. Trata-se de uma casa intergeracional e funcional”, afirmou.
Eurico Silva revelou ainda que a intenção é partir para a internacionalização. “Já estivemos em Moçambique e pretendemos avançar para outros mercados como Angola, Cabo Verde e até mesmo para a América do Sul, nomeadamente no Brasil, Argentina, Colômbia e Peru”.
Fonte Correio do Minho por Libânia Pereira

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