Helena e Nuno pagaram cada qual 600 euros a uma agência matrimonial para lhes arranjar o par ideal, em março fazem um ano de namoro e em breve contam passar a viver juntos.
Ela é empregada de limpeza e ele pintor de automóveis, têm ambos 30 anos, moram em Braga e admitem que se não tivessem recorrido à agência talvez este fosse mais um Dia dos Namorados passado sem namorado(a).
“Já tinha levado com alguns baldes de água fria, tomei conhecimento desta agência e decidi arriscar”, conta Nuno, com simplicidade.
Diz que pediu à agência uma mulher “que não tivesse muitos pontos e vírgulas”, ou seja, “que não fosse demasiado produzida”, mas que também não fosse “parola, parola”.
A primeira mulher que a agência lhe apresentou apenas resultou num “cafezinho”, pois viu logo “que não era aquilo que queria”.
Depois, foi-lhe apresentada a Helena e “a coisa pegou”, o namoro dura há 11 meses e a cumplicidade é tanta que já o casal já pensa juntar-se, em breve.
Mais difícil foi a escolha de Helena, que só à terceira é que encontrou o seu “príncipe encantado”.
“O primeiro não deu certo, o segundo andei com ele um ano e tal mas também vi que não era aquilo que queria e agora com o Nuno parece que, finalmente, acertei. Como se costuma dizer, à terceira é vez”, refere.
Helena e Nuno “compraram” o namoro por 600 euros cada qual, uma quantia que, segundo contam, lhes dá o direito a três tentativas.
A agência Amore Nostrum garante que, em 2012, a procura dos seus serviços foi superior em mais de mil casos em relação ao ano anterior.
Apesar do “boom” das redes sociais e dos encontros “fáceis” que elas propiciam, continua, assim, a haver muita gente que recorre às agências matrimoniais, à procura de “uma relação séria”.
A Amore Nostrum tem 10 anos e pelas suas seis agências de norte a sul do país já passaram “milhares” de candidatos de todas as idades, classes sociais e motivações.

0 comentários:
Enviar um comentário