Vila Verde: Autoridade de saúde chumba cozinhas



O núcleo operativo de Saúde Pública de Vila Verde encontrou situações graves, que colocam - ou podem colocar - em risco a saúde dos consumidores das refeições preparadas em 21 cozinhas de instituições do concelho nove jardins-de-infância, quatro restaurantes, duas casas particulares, dois centros sociais, uma escola, uma casa do povo, uma unidade de saúde e um lar de idosos. Segundo Paulo Martins, "as inspecções consistiram em vistorias para a verificação das condições estruturais dos locais, de conservação e armazenagem de alimentos e produtos e condições de higiene de preparação de alimentos".

Além disso, foram recolhidas amostras das refeições em preparação e realizados esfregaços nas mãos dos manipuladores para análise em laboratório. Ao todo, foram fiscalizadas 21 cozinhas de estabelecimentos e os resultados são pouco animadores "Em relação ao ano passado, houve uma diminuição do número de estabelecimentos que receberam a classificação de satisfatório (apenas um), ou aceitável (nenhum)". Noventa por cento dos locais receberam a classificação de "não-satisfatório" e um está, inclusive, a trabalhar em condições "inaceitáveis ou potencialmente perigosas". Segundo as autoridades, as principais anomalias foram, entre outras, a falta de exames médicos comprovativos do bom estado de saúde do pessoal que prepara alimentos, falta de sistema de autocontrolo de qualidade alimentar, conservação de alimentos a temperaturas inadequadas, falta de higiene do pessoal, utilização de produtos "caseiros e de utensílios inadequados" e inexistência de lavatório na cozinha. Nos 21 estabelecimentos foram realizadas 36 amostras de alimentos que resultaram em produtos não- -satisfatórios por apresentarem um elevado número de germes e de microrganismos, sobretudo em saladas, o que revela, segundo o responsável do posto de Saúde Pública, "más práticas de higiene e preparação deste produto, nomeadamente, e porque se trata de um produto cru, na lavagem e desinfecção da alface".


Falta de lavagem das mãos

O núcleo operativo realizou, ainda, 20 análises microbiológicas das mãos dos principais manipuladores dos alimentos e 67% manifestaram a presença de microrganismos, sendo que 52% eram coliformes totais, 43% coliformes fecais e 5% de "Staphylococcus áureos", sinal de que "há um portador de infecções estafilocócicas".



Prazo para corrigir erros

A unidade de saúde de Vila Verde estabeleceu um prazo para que as entidades fiscalizadas corrijam as deficiências identificadas, findo o qual se procederá a novas vistorias e novas análises. Fonte JN por Pedro Antunes Pereira

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