Vila Verde: Comandante de bombeiros tem 90 dias para decidir



O comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde tem até ao dia 3 de Novembro para tomar uma posição sobre o caso do aspirante e do adjunto do comando envolvidos numa "rixa", devido a um alegado serviço de cangalheiro realizado em plena hora de serviço a favor do adjunto Pousada. O caso foi despoletado por Joaquim Costa, o aspirante em causa, e viria a gerar uma verdadeira "guerra" interna no corpo activo dos bombeiros vila -verdenses. O adjunto do comando, Manuel Pousada, quer uma clarificação do caso e exige mesmo que a Direcção "tome uma posição clara" sobre o assunto, pois, caso contrário, ameaça "contar muito mais à comunicação social". As acusações visarão, tudo leva a crer, o comandante da corporação.

Arlindo Lago e Sousa continua a preferir o silêncio em relação a este caso. No entanto, fonte ligada ao processo defende que "o presidente da direcção deve tomar uma posição, pois foi ele que mandou o aspirante falar para a comunicação social. Depois da ameaça do aspirante, o presidente deveria tê-lo mantido calmo e aconselhado a não falar, pois sabia que isso só viria a agitar ainda mais o clima".

O adjunto do comando esteve um largo período sem aparecer nas instalações do quartel, cumprindo a ameaça feita na altura em que o caso veio a público e esperando que haja uma decisão. A Direcção alega que terá colocado a questão nas mãos do comandante, "a quem compete decidir em relação aos assuntos directamente ligados ao corpo activo". Aliás, fonte da Direcção reitera a informação de que "o mais certo seria o comandante determinar a expulsão do aspirante. Mesmo que tivesse razão, não poderia ter feito o que fez e da forma como o fez, pondo em causa o bom nome da instituição".

O presidente da Direcção apenas refere que "o assunto está nas mãos do comandante", acrescentando Carlos Braga que "tem 90 dias para se pronunciar", isto é, até 3 de Novembro. Fonte JN por Pedro Antunes Pereira

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