Vila de Prado: Município de Vila Verde e a Cruz Vermelha Portuguesa assinaram Protocolo para Projecto Horta Social (via C.M.V.V.)




O Município de Vila Verde e a Cruz Vermelha Portuguesa firmaram, esta manhã, um Protocolo através do qual a autarquia cede àquele organismo, em regime de comodato, um terreno para viabilizar o desenvolvimento do Projeto Horta Social que aquela instituição pretende instalar na Vila de Prado, bem próximo do Rio Cávado. Trata-se de um projeto inovador destinado a apoiar agregados familiares com problemas decorrentes de carências socioeconómicas.

Para o Presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, «trata-se de, a exemplo de muitas outras iniciativas, o Município colocar ao dispor das populações os bens municipais cuja exploração não se enquadra no âmbito das respetivas atribuições e, ao mesmo tempo, aproveitar as mais-valias decorrentes de parcerias com instituições que, no terreno, possam promover direitos e apresentar medidas que possam minorar o impacto social da crise».

Além de proporcionar às famílias carenciadas o acesso a produtos agrícolas frescos e saudáveis, pretende-se garantir oportunidades de formação e capacitação no âmbito do setor primário, promover o Modo de Produção Biológico e dinamizar ações de sensibilização ambiental.
O Projeto Horta Social «tem como objetivo articular a disponibilidade de várias entidades públicas e privadas de modo a contribuir para o resgate de agregados carenciados através da produção hortofrutícola em modo de produção biológica”, declarou o Dr. Armando Osório que, em representação da Cruz Vermelha Portuguesa, assinou o protocolo com o Município. 

A Horta Social engloba uma área agrícola dividida em talhões de 200 metros quadrados a atribuir a cada beneficiário para exploração familiar. As famílias beneficiárias têm que ser residentes no concelho de Vila Verde, apresentar a sua candidatura e ser consideradas carenciadas, obrigando-se a frequentar um programa de formação em agricultura biológica. 

Com este projeto, o Município e a Cruz Vermelha esperam quebrar o ciclo vicioso da pobreza e promover a inclusão na vida ativa de pessoas e famílias aproveitando o potencial integrador das atividades agrícolas. Para o edil, António Vilela, «este projeto tem o mérito de materializar, sob a forma de hortas sociais, a boa utilização de terrenos propícios à prática agrícola fomentando a agricultura sustentável, ao mesmo tempo que gera oportunidades de ocupação positiva do tempo disponível dos cidadãos, promovendo a sua sadia formação e inserção na vida ativa». 
«Este é um projeto que nos agrada especialmente por ser simples e direto e concretizar o princípio da solidariedade conforme o ditado chinês: “não dês a quem precisa o peixe, mas dá-lhe uma cana e ensina-o a pescar”».

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