Só entram quatro hóspedes de cada vez na Portuguez Inn. Dizer que é a mais pequena do mundo é um bom truque de marketing mas sublinhe-se que, lá dentro, cabe toda a história da cidade.
Dificilmente passa despercebida. A casa é pequena e tem uma fachada peculiar. Se a isso juntarmos a cor-de-salmão em que está pintada, percebe-se por que chama a atenção de quem passa numa das ruas mais movimentadas do centro de Braga. Depois de vários anos vazia, agora tem lá dentro uma pensão. Perguntar-se-á como, se a casa tem apenas dois andares. É a pensão mais pequena do mundo, dizem eles, e lá dentro só cabem quatro hóspedes.
Chama-se Portuguez Inn esta nova unidade hoteleira bracarense (inaugurada, precisamente, a 12.12.12, aproveitando a "data especial"), localizada na rua Frei Caetano Brandão, a poucos metros da praça que se abre frente à Sé. E, se não bastasse a proximidade de um dos monumentos mais emblemáticos da cidade, esta tem-se tornado também numa das zonas mais movimentadas de Braga, o que torna a localização privilegiada.
No quarteirão entre a rua que acolhe a pensão, a Sé e a rua D. Afonso Henriques abriram, em pouco mais de dois anos, cerca de uma dezena de bares e restaurantes com menu e atendimento contemporâneos, bem como lojas comerciais com oferta diferenciada. Não se estranha, por isso, que seja aqui que acorrem os jovens bracarenses nas noites de fim-de-semana. "Esta é hoje a parte mais interessante da cidade", defende Gonçalo Rocha, um dos dois irmãos que gerem a pensão.
Essa, acreditam, é uma mais-valia para captar clientes que procurem em Braga mais do que a oferta turística tradicional. E foi uma das questões que tiveram em conta no momento em que decidiram avançar para este negócio. A casa que acolhe a Portuguez Inn tinha sido recuperada em 1992 e encontrava-se disponível para arrendar quando, há um ano, o irmão de Gonçalo, Miguel Rocha, passou por lá num périplo fotográfico pela cidade. "Isso suscitou logo a minha curiosidade e pouco tempo depois viemos cá para vermos o interior e percebemos que a quantidade de valências à nossa disposição merecia que pegássemos nela", conta.

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