
Apesar do Mundial de Futebol ser, tradicionalmente, uma festa, há quem viva num autêntico pesadelo por causa da transmissão dos jogos. É o caso da população que reside no centro de Vila Verde.
A autarquia local instalou um ecrã gigante na Praça de Santo António e algumas barraquinhas de ‘comes e bebes’.
O problema, dizem os moradores, é que o espaço funciona muito para além do apito final dos jogos na África do Sul. “Isto foi instalado aqui por alturas das festas em honra de Santo António e vai ficar até ao fim do Mundial de Futebol. Vai ser praticamente um mês em que ninguém vai conseguir dormir aqui nas redondezas”, disse ao ‘Correio do Minho’ (CM), um morador do centro de Vila Verde, que pediu para não ser identificado.
Os moradores lamentam que tenha sido dada autorização para o espaço funcionar até tão tarde.
“No Verão ainda compreendo que os festejos se prolonguem mais um bocado, até por volta das 11 da noite, por exemplo. Agora até às duas da manhã, como acontece todas as noites, penso que é demais”, disse o mesmo morador.
O caso já f oi alvo de queixas na GNR, mas as autoridades nada podem fazer, devido à licença de funcionamento.
Organização apela à compreensão
Contactada pelo CM, uma fonte da organização do evento referiu que, apesar de ter licença para funcionar todos os dias até às 2 horas da manhã, “durante a semana só funcionamos, no má-ximo, até à meia-noite e meia hora. Só às sextas-feiras e aos sábados à noite é que vamos até às duas horas, e somos rigorosos no cumprimento dos horários.”
A mesma fonte diz, no entanto, compreender a posição dos moradores da zona.
“Nós compreendemos que não é bom ter barulho todas as noites e que as pessoas têm direito ao descanso nocturno. Mas, por outro lado apelamos à compreensão de todos, já que estamos a viver uma época especial.” Entretanto ficou a promessa da organização, de reduzir ao máximo a emissão de ruído. “Temos recebido algumas queixas por causa do barulho, e até já falamos com algumas pessoas sobre isso. Ficou assente que teremos mais cuidado com os níveis de ruído, e é isso que vamos continuar a fazer”, garantiu a organização. Fonte Correio do Minho por Miguel Viana
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