Domingo, 27 de Junho de 2010

Minho: José Manuel Fernandes apela a luta contra burocracia



José Manuel Fernandes preconizou a criação de condições favoráveis à actividade dos empresários, “um objectivo ainda mais premente perante a actual crise económica e os níveis de desemprego que afectam gravemente o Norte”.

Porque já se iniciaram os trabalhos do Parlamento Europeu para a definição dos fundos posteriores ao actual quadro comunitário de apoio, que vigora até 2013, o eurodeputado considera urgente a desburocratização, para que os empresários possam ter simplificada a tarefa de acesso aos mecanismos europeus.

No encerramento do Forum Pela Nossa Terra ‘Taipas - Capital da Cutelaria’, que decorreu em Caldas das Taipas, Guima-rães, após escutar queixas de dificuldades por parte dos empresários, aquele eurodeputado — e ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Verde — defendeu que “a redução de buro-cracia será determinante para ajudar ao aumento do recurso a fundos comunitários, que actualmente regista níveis baixíssimos”.

“Se Portugal não aproveitar os fundos disponibilizados agora, teremos dificuldade em manter a ajuda da União Europeia, pois a conclusão é: se não usam este dinheiro, é porque não precisam”, alertou José Manuel Fernandes, eleito para a Comissão Especial do PE sobre as novas perspectivas financeiras da UE, que vai decidir montantes financeiros para os 27 estados-membros.

União Europeia quer reduzir carga administrativa

O eurodeputado salientou que a União Europeia, nas políticas estratégicas a desenvolver até 2020, aponta como objectivo reduzir até 25% a carga administrativa e legislativa sobre as pequenas e médias empresas, salientando a importâncias destas no desenv olvimento sustentável da economia e na criação de emprego.

A coesão constitui outra das linhas prioritárias. “É inadmissível que um país que precisa da solidariedade da Europa, não pratique solidariedade e não promova a coesão dentro do seu território”, considerou José Manuel Fernandes, sustentando que o Norte é a região mais pobre do País e continua a ver desviadas verbas para regiões como Lisboa e Vale do Tejo, além de que são atribuídas ao Norte verbas que são aplicadas noutras regiões.

O Forum contou com intervenções de responsáveis da Comissão de Coordenação e Desenvpovimento Regonal do Norte, do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas Industriais, Associação Industrial do Minho e deputados nacionais.

Registem Taipas capital da cutelaria

Fernandes recomendou o registo da marca ‘Taipas - Capital da Cutelaria’, valorizando o impacto sócio económico na região por este sector, cuja produção nacional é a maior da Europa.
Na sessão, o presidente da Associação Industrial do Minho, António Marques, destacou a necessidade de as empresas portuguesas e sobretudo do Minho apostarem fortemente na exportação, porque o país está demasiado endividado, ou seja, sem capacidade para investir.

Por outro lado, é uma estratégia que se impõe perante o défice da balança comercial e das contas públicas.
A coordenadora do Centro de Desenvolvimento Empresarial do IAPMEI no Vale do Cávado, Marília Soares, elencou um conjunto de incentivos para a competitividade, qualificação e internacionalização das empresas, aproveitando para manifestar a disponibilidade de apoio técnico para ultrapassar as reconhecidas dificuldades burocráticas. Fonte Correio do Minho

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