
Nem o temporal invernal que ontem se abateu sobre Sto. António de Mixões da Serra, em Valdreu, Vila Verde, impediu o cumprimento da tradição, e nenhum dos milhares de devotos arredou pé do santuário até os seus animais terem recebido a respectiva bênção.
O Santuário de Santo António estava, ontem, repleto de fiéis, vindos dos concelhos de Vila Verde, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Terras de Bouro, entre muitos outros.
“Hoje pedimos protecção a Santo António para os nossos animais, para os nossos jovens e para a nossa pátria”, assim dirigiu a sua prece o padre António Marques.
Uma grande parte fez-se acompanhar dos seus animais, outros vieram viver mais uma romaria. Mas todos vieram com um objectivo comum: agradecer ao santo as dádivas concedidas ao longo de todo o ano.
Antigamente era o gado bovino que mais abundava por aquelas paragens, mas hoje em dia o cavalar é o que mais se vê cumprir a tradição. Um facto sintomático do estado em que se encontra a agricultura - fruto do abandono das terras.
Protecção divina
Na homilia, o padre recordou a história daquele santuário - mandado erguer por pastores em 1909, que foi primeiro uma capela, sendo anos depois reconvertido em satuário, para honrar e prestar culto a Santo António.
A devoção ao santo já bem do século XVII, estendendo-se até aos dias de hoje, depois da protecção dada aos habitantes e aos animais daquelas terras minhotas numa época em que a peste e os lobos dizimavam tudo.
Ontem, mais uma vez, cumpri u-se o ritual e no final da missa, os animais que ali foram levados pelos seus proprietários receberam a bênção.
Gado cavalar foi o mais abundante na romaria
Poucos foram os espécimes bovinos que, ontem, estavam no Santuário de Santo António de Mixões da Serra, em Valdreu, Vila Verde, para receber a bênção e protecção divina. Mas, um agricultor de Vale, Arcos de Valdevez trouxe, pela primeira vez, uma das suas quatro vacas barrosãs.
“Eu costumo vir aqui todos os anos, mas desta vez vim cumprir uma promessa ao Santo António, porque a minha vaca tinha deixado de dar leite e eu pedi ao santo e ele ajudou-me a ultrapassar o problema”, resumiu o agricultor arcuense, acompanhado da sua barrosã, trazida ali propositadamente para receber a sua bênção.
De entre o gado que mais abundava, ontem, naquele santuário, era o cavalar o que mais se destacava numericamente.
Alípio Fernandes, 40 anos, e José Fernandes, 29 anos, vieram de Estromil, Vila Verde, para abençoar os seus cavalos.
“Eu tenho vindo aqui todos os anos e enquanto puder, virei sempre”, garantiu ao jornal ‘Correio do Minho’.
Uma intenção partilhada pelo vizinho da terra, José Fernandes, que sublinhou que a festa é, também, “um local de encontro entre as pessoas destas terras”.
Menos feliz este ano estava Carlos Varandas, de Távora Santa Maria, Arcos de Valdevez, que devido a um acidente não pode levar os seus garranos à romaria. “Mas para o ano cá estarei”. Fonte Correio do Minho
O Santuário de Santo António estava, ontem, repleto de fiéis, vindos dos concelhos de Vila Verde, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Terras de Bouro, entre muitos outros.
“Hoje pedimos protecção a Santo António para os nossos animais, para os nossos jovens e para a nossa pátria”, assim dirigiu a sua prece o padre António Marques.
Uma grande parte fez-se acompanhar dos seus animais, outros vieram viver mais uma romaria. Mas todos vieram com um objectivo comum: agradecer ao santo as dádivas concedidas ao longo de todo o ano.
Antigamente era o gado bovino que mais abundava por aquelas paragens, mas hoje em dia o cavalar é o que mais se vê cumprir a tradição. Um facto sintomático do estado em que se encontra a agricultura - fruto do abandono das terras.
Protecção divina
Na homilia, o padre recordou a história daquele santuário - mandado erguer por pastores em 1909, que foi primeiro uma capela, sendo anos depois reconvertido em satuário, para honrar e prestar culto a Santo António.
A devoção ao santo já bem do século XVII, estendendo-se até aos dias de hoje, depois da protecção dada aos habitantes e aos animais daquelas terras minhotas numa época em que a peste e os lobos dizimavam tudo.
Ontem, mais uma vez, cumpri u-se o ritual e no final da missa, os animais que ali foram levados pelos seus proprietários receberam a bênção.
Gado cavalar foi o mais abundante na romaria
Poucos foram os espécimes bovinos que, ontem, estavam no Santuário de Santo António de Mixões da Serra, em Valdreu, Vila Verde, para receber a bênção e protecção divina. Mas, um agricultor de Vale, Arcos de Valdevez trouxe, pela primeira vez, uma das suas quatro vacas barrosãs.
“Eu costumo vir aqui todos os anos, mas desta vez vim cumprir uma promessa ao Santo António, porque a minha vaca tinha deixado de dar leite e eu pedi ao santo e ele ajudou-me a ultrapassar o problema”, resumiu o agricultor arcuense, acompanhado da sua barrosã, trazida ali propositadamente para receber a sua bênção.
De entre o gado que mais abundava, ontem, naquele santuário, era o cavalar o que mais se destacava numericamente.
Alípio Fernandes, 40 anos, e José Fernandes, 29 anos, vieram de Estromil, Vila Verde, para abençoar os seus cavalos.
“Eu tenho vindo aqui todos os anos e enquanto puder, virei sempre”, garantiu ao jornal ‘Correio do Minho’.
Uma intenção partilhada pelo vizinho da terra, José Fernandes, que sublinhou que a festa é, também, “um local de encontro entre as pessoas destas terras”.
Menos feliz este ano estava Carlos Varandas, de Távora Santa Maria, Arcos de Valdevez, que devido a um acidente não pode levar os seus garranos à romaria. “Mas para o ano cá estarei”. Fonte Correio do Minho
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