
A população da pequena freguesia de Goães, Vila Verde, está ainda em choque com a morte de Maria das Dores Silva, de 62 anos, que foi encontrada anteontem à tarde praticamente despida, num monte perto da casa onde vivia.
O corpo, em avançado estado de decomposição, apenas estava vestido com as cuecas e foi encontrado oito dias após o desaparecimento da vítima. Perto do cadáver estavam os chinelos que a idosa usava no dia em que saiu de casa, ao que tudo indica após uma discussão com os netos.
A causa da morte de Maria das Dores ainda não foi apurada. O CM sabe que a autópsia ao cadáver foi realizada ontem à noite, mas à hora de fecho desta edição os resultados ainda não eram conhecidos. No entanto, a hipótese de ter havido crime não é posta de parte já que o corpo da mulher tinha muitas nódoas negras.
Na casa onde a vítima vivia com a filha e os netos, ontem, o ambiente era de revolta. "Eu não sei como isto pôde acontecer, não sei como isto pôde acontecer", apenas repetia a filha de Maria das Dores, de lágrimas nos olhos.
Na freguesia, a população comentava ontem que a sexagenária tinha há algum tempo desentendimentos com os familiares que viviam com ela, mas ninguém arrisca avançar qualquer cenário.
"Era minha cliente, muito boa senhora. Até me senti mal quando soube como estava quando foi encontrada", disse ao CM a proprietária do cabeleireiro que Maria das Dores frequentava.
Em Goães, esta morte ainda misteriosa veio despertar algum medo na população. "Isto só mostra que mesmo nas aldeias temos que ter cuidado ao sair sozinhos. Não sabemos o que lhe pode ter acontecido", lamentou a dona do salão. A investigação está a cargo da PJ. Fonte Correio da Manhã por Daniela Silva / Liliana Rodrigues
0 comentários:
Enviar um comentário